Protestos em Formello

09/02/2010 por Éder Fantoni

A terça-feira foi de clima quente pelos lados de Formello. A torcida da Lazio protestou contra a atual fase do time – na zona de rebaixamento – e tentou invadir o centro de treinamento do clube. A polícia teve que intervir e seis pessoas ficaram feridas. Onze foram detidas.

O presidente Cláudio Lotito deve oficializar nesta quarta-feira a demissão do técnico Davide Ballardini e a contratação de Edoardo Reja. Bom seria ter alguém que demitisse o Lotito, né?

Éder Fantoni

23ª giornata: MAXI Catania; BIG Di Natale

08/02/2010 por Éder Fantoni

Voa, voa aviãozinho...

A estreia de Maxi Lopez no Catania não podia ter sido melhor: um golzinho para afundar a Lazio na zona de rebaixamento e renovar as esperanças dos torcedores rossoazzurri. Já Di Natale acabou com a invencibilidade de Walter Mazzarri na Série A no comando do Napoli com uma tripletta.

A Inter consolidou sua liderança em grande estilo ao bater o Cagliari por 3 a 0. O Milan voltou a decepcionar e mostrou que precisa ter umas aulas de como fazer gols. A Fiorentina continua no seu péssimo momento, enquanto que a Roma surpreendeu todo mundo e já é a segunda colocada. A Samp? Vai bem, obrigado – sem Cassano. 

>> Palermo 2 x 1 Parma: Simplicidade
Primeiro a emoção de Guidolin, que voltou ao Estádio Renzo Barbera, dessa vez como adversário do Palermo. Depois a comoção de Fábio Simplício ao fazer o gol que deu a vitória ao time rosanero nos minutos finais. São tantas emoções! 

>> Livorno 1 x 1 Juventus: Crise bianconera – Parte 5
Já são cinco jogos sem vencer e a crise da Juventus só aumenta. Não tem quem dá jeito. Com Ciro Ferrara estava ruim. Com Zaccheroni parece estar pior. Empatar com o Livorno não é um resultado para se comemora, porém, diante da atual situação, até que foi bom. A defesa não defende, o meio de campo não cria e o ataque, com o peso morto chamado Amauri não faz gols. E a Juve vai caiiiindooooo. 

>> Atalanta 1 x 0 Bari: Trocas fundamentais
Atalanta e Bari faziam um jogo fraco, fraco. De dar sono. Até que o técnico Lino Mutti decidiu mudar tudo aos 28 minutos do segundo tempo. Colocou em campo Chevanton e Tiribocchi. Resultado: o uruguaio deu uma assistência perfeita para o italiano marcar o único gol da partida. Resultado que deixa a Atalanta ainda na zona de rebaixamento, mas com totais chances de recuperação. 

>> Bologna 0 x 0 Milan: Gol? Um mero detalhe
Logo após o chocho empate por 0 a 0 entre Bologna e Milan, o técnico Leonardo disse: “Só faltou o gol”. Ora, meu caro, Léo, como se isso fosse um pequeno detalhe. Isso é um mega detalhe. Sem gols não há vitória. Sem gols o Milan não vai a lugar nenhum. Já são três jogos de puro marasmo no ataque. Vamos pedir para aumentar a baliza. 

>> Genoa 1 x 0 Chievo: Que canseira…
O Chievo deu uma verdadeira canseira no Genoa. O time rossoblú só conseguiu a vitória graças a um golzinho de Marco Rossi no segundo tempo. Quem pensou que ia ser fácil se enganou. Aliás, todo mundo está se enganando com o Chievo. A equipe gialloblú tem um esquema de jogo muito bem definido pelo técnico Di Carlo. O Genoa se safou por pouco. 

>> Inter 3 x 0 Cagliari: Só faltou o The Who
Você que acompanhou o Super Bowl (a final do futebol americano da NFL) viu uma verdadeira festa com direito a show do grupo The Who. Bem que eles podiam ter feito antes uma visitinha ao Estádio Giuseppe Meazza para tocar umas músicas para a torcida nerazzurra. O time de Mourinho deu show e venceu o Cagliari por 3 a 0. Ah, me disseram que o Jota Quest vai lá na última rodada do Campeonato Italiano para cantar “Fácil, extremamente fácil…”. 

>> Lazio 0 x 1 Catania: Do Grêmio para a Sicília
Maxi Lopez já chegou mostrando quem é. O argentino marcou o gol que garantiu a vitória sobre a Lazio em pleno Estádio Olímpico de Roma – e saber que ele já foi sondado pela própria Lazio… Mas o que interessa é que o Catania pulou para fora da zona de rebaixamento e jogou o time biancoceleste para lá. Quem diria, hein? A Lazio na zona da degola. Sinceramente, eu não achava que a equipe de Ballardini fosse fazer uma campanha tão medíocre como essa. 

>> Siena 1 x 2 Sampdoria: Cassss… teloooo
Tá, eu me rendo. Impossível falar de mais uma vitória da Sampdoria sem citar Cassano. Depois que o bad-boy blucerchiato foi afastado pelo técnico Luigi Del Neri, a Samp engatou a terceira e conquistou três vitórias consecutivas. Incrível. No domingo, a vítima de Cas… Ops… A vítima do time de Gênova foi o Siena, cada vez mais condenado ao rebaixamento. 

>> Udinese 3 x 1 Napoli: Feliz Di Natale
Não estamos no Natal, mas o atacante Di Natale deu um presentão para a torcida da Udinese. O jogador marcou três gols e encerrou a invencibilidade de 15 partidas do Napoli no Campeonato Italiano. Um verdadeiro show. Um big Di Natale, artilheiro absoluto da Série A. 

>> Fiorentina 0 x 1 Roma: Fulmina, Vucinic!
Se eu tivesse me perdido numa ilha deserta depois da décima rodada da Série A, eu não iria acreditar se alguém me dissesse agora que a Roma está na segunda colocação do Campeonato Italiano. Incrível a reação do time de Cláudio Ranieri, que sofreu em Firenze, mas aproveitou muito bem uma das poucas chances que teve para marcar. Vucinic fulminou Frey. A destacar também a excelente exibição do goleiro Júlio Sérgio.

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Éder Fantoni

Cuore giallorosso

07/02/2010 por Éder Fantoni

Vucinic pune a Fiorentina. Roma é segunda!

A Roma não para de surpreender, de lutar, de vencer. O time giallorosso foi até Firenze para enfrentar a Fiorentina e conquistou um triunfo sofrido, com um gol de Vucinic a dez minutos do fim.

A Viola dominou a partida inteira, atacou o tempo todo, mas parou nas boas defesas de Júlio Sérgio. A fase da equipe de Prandelli é péssima. Já a Roma é só alegria: passou o Milan e assumiu a segunda posição isolada.

O jogo

A Fiorentina precisava dos três pontos para dar um chute na má fase. Há tempos eu não via o time de Prandelli tão apático assim. O treinador mandou a campo o que tinha de melhor. Esquema 4-2-3-1, com Bolatti e Montolivo na frente da defesa, e Marchionni, Jovetic e Vargas nas costas de Gilardino.

Um meio de campo forte, capaz de sufocar a Roma e dominar completamente o primeiro tempo. Ranieri escolheu exatamente o mesmo esquema, mas Totti e Vucinic não conseguiram segurar a bola no ataque e nem levar perigo ao goleiro Frey. Já do outro lado, Júlio Sérgio foi o principal jogador giallorosso.

Méritos também para Juan e Mexes, que souberam amenizar os ataques da Fiorentina marcando Gilardino, cedendo pouco espaço para ele jogar. Já o peruano Vargas aproveitou bem a avenida no lado esquerdo, mas esbarrou no muro chamado Júlio Sérgio.

Aos 40 minutos, foi a vez de De Silvestre aparecer sozinho na área, mas perdeu uma boa chance ao chutar para fora. Na segunda etapa, Vucinic teve uma grande oportunidade para marcar após uma assistência de Riise, mas o chute do atacante saiu fraquinho. Logo depois foi a vez de Jovetic deixar Gilardino na cara do gol, mas Júlio Sérgio fez uma excelente defesa.

Totti foi substituído no intervalo porque não estava em boas condições. A entrada de Júlio Baptista deu um pouco mais de velocidade ao time giallorosso. A Fiorentina continuou atacando, pressionando, mas não conseguiu chegar ao gol. A Viola se esqueceu daqueles velhos ditados… Quem não faz, toma… A bola pune…

E a bola puniu. Aos 36 minutos, Vucinic aproveitou um escanteio e mandou uma bomba para o fundo do gol de Frey. 1 a 0. Festa giallorossa em pleno Artemio Franchi. Mais uma derrota desafortunada para a Viola. E mais uma vitória do coração romano, que bate mais forte a cada rodada.

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Éder Fantoni

Fácil, extremamente fácil…

07/02/2010 por Éder Fantoni

Está tudo muito fácil para a Inter (Foto: www.inter.it)

A Inter recebeu o Cagliari no Estádio Giuseppe Meazza e não teve a menor dificuldade para vencer por 3 a 0, com gols de Pandev, Samuel e Milito, como sempre.

Com a vitória, o time nerazzurro abriu dez pontos de vantagem sobre o preguiçoso Milan. Só não digo que deu mais um passo para o scudetto porque isso já é fato consumado.

O jogo

O Cagliari é uma das gratas surpresas deste campeonato. Porém, para o azar do time do técnico Allegri, a Inter teve uma das suas melhores apresentações na temporada. Mourinho não foi nada humilde e escalou Milito, Pandev e Eto’o no ataque, deixando Balotelli no banco de reservas.

No Cagliari, Nenê e Matri fizeram a dupla de frente. Quando a Inter está disposta a acabar com o campeonato, ela simplesmente tritura o adversário. Foi o que aconteceu. Logo aos seis minutos, Zanetti fez ótima jogada pela direita e cruzou para Eto’o. O chute não saiu da forma esperada, mas a bola sobrou para Pandev abrir o placar.

O atacante estava com tudo e continuou infernizando a defesa do Cagliari. Porém, quem marcou o segundo foi Samuel. O argentino aproveitou um escanteio e cabeceou para o fundo das redes. A Inter seguiu bem na partida, variando as jogadas, com inteligência e eficácia – e olha que Sneijder não estava em campo.

Mas o Cagliari não estava morto e deu trabalho a Júlio César, sempre pronto para defender. Matri marcou um gol legítimo anulado pelo árbitro – deu impedimento, mas o passe acabou sendo do lateral Santon. O Cagliari merece aplausos, provou ser um time organizado, mas enfrentar a Inter em plena forma não é fácil.

Eto’o não marcou, mas nem foi preciso. Diego Milito está se tornando o verdadeiro homem-gol deste time. Foi ele o autor do terceiro tento após uma linda troca de passes entre Pandev e Eto’o. Um gol com a marca da eficiência do trio de ataque nerazzurro. Um jogo com a marca do time pentacampeão da Itália.

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Éder Fantoni

Déjà vu

07/02/2010 por Éder Fantoni

Nem a volta de Pirlo fez o Milan jogar bem (Foto: www.acmilan.com)

Você se lembra daquele Milan das primeiras rodadas do Campeonato Italiano? O time não marcava gols, era previsível, lento, sem vontade, desorganizado… Pois é, o Milan voltou a mostrar o mesmo futebol apático de antes.

Depois de perder para a Inter, a equipe de Leonardo não passou pelo Livorno, em casa, e agora teve de se contentar com mais um empate por 0 a 0 contra o Bologna. Mesmo com o domínio absoluto do jogo, o Milan não conseguiu marcar sequer um golzinho. A Inter está a 10 km de distância.

O jogo

O time da cidade da moda foi a campo com uma combinação de uniforme diferente: camisa branca e shorts vermelho. Mas isso não conta nem a favor e nem contra o Milan. O que na verdade pesa são os três jogos sem vitória. Para reencontrar o caminho do sucesso, Leonardo promoveu a estreia de Mancini e deixou David Beckham no banco de reservas.

O técnico Colomba armou o Bologna no esquema 4-4-1-1, com Di Vaio sozinho no ataque e Gimenez no apoio. E Leonardo tratou logo de provar a eficiência de Mancini, porque as primeiras jogadas do Milan foram exatamente pela direita. Como não deu certo, o time passou a investir pela esquerda, com Ronaldinho.

Como também não deu certo, Seedorf e Pirlo foram chamados para reforçar o apoio. E não deu certo também. O Milan tomou conta do jogo, porém, assim como contra Inter e Livorno, a equipe de Leonardo não conseguiu levar perigo ao adversário, mesmo tendo quase 70% da posse de bola no primeiro tempo.

O time que encantava até pouco tempo atrás, não sabe mais fazer gol, até porque não chuta a gol e quando chuta manda a bola para a lua. Por incrível que pareça, a melhor chance da primeira etapa foi de Di Vaio, num chute em que Dida fez boa defesa. No intervalo, o Bologna ganhou mais experiência com a entrada de Adaílton no lugar de Gimenez.

O time ficou mais perigoso nos contra-ataques, enquanto que o Milan continuava com seu futebol pobre do meio para frente. Feio de ver. Bonito foi o voleio de Ronaldinho que explodiu no travessão. Leonardo decidiu então rechear o ataque com a entrada de Huntelaar no lugar de Seedorf.

Depois, trocou Ronaldinho por Beckham. Mancini foi para o lado esquerdo. Porém, de fato, nada mudou. O Milan continuou com um futebol sonolento e previsível. Criatividade? Zero. Diferença para a Inter? Dez.

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Éder Fantoni

De um em um a Vecchia não enche o papo

06/02/2010 por Éder Fantoni

"Mamma mia, mais um jogo sem vitória..."

Mais um jogo sem vencer. A Juventus de Zaccheroni não passou de um empate diante do Livorno, por 1 a 1, no Estádio Armando Picchi. Foi o segundo ponto em dois jogos para o novo técnico bianconero.

A Juve completou cinco partidas sem vencer e agora está com 35 pontos, três a menos do que o Napoli, quarto colocado. É melhor Zac abrir o olho, porque de um em um a Vecchia Signora não enche o papo e a Liga dos Campeões está cada vez mais longe.

O jogo

Num passado muito recente, a Juventus jogava de uma forma absolutamente desorganizada. Ciro Ferrara não conseguiu dar um padrão de jogo ao time durante sua gestão e as coisas não mudaram nada. Zaccheroni chegou e a Juve continua insegura na defesa, mórbida no meio de campo e inofensiva no ataque.

Zac mudou. Escolheu o esquema 3-4-1-2. Cannavaro, Legrottaglie e Chiellini na zaga. No Livorno, a novidade estava no gol: Rubinho fez sua estreia. O ex-corintiano não teve tanto trabalho assim, porque este ataque da Juventus é o sonho de todo goleiro adversário.

Del Piero fez o que pôde. Diego não brilhou, mas se esforçou. E Amauri mostra a cada dia que não tem futebol nem para fazer parte da seleção da Hungria. Mesmo com três zagueiros, a Juve sofreu com um Livorno disposto a fazer ainda mais bonito do que na semana passada, quando foi até Milão e saiu de lá com um pontinho.

O gol amaranto aconteceu aos 26 minutos: Vitale cruzou da esquerda e Filippini cabeceou para o fundo da rede. 1 a 0. A reação da Juve foi tímida. Até porque os laterais não apóiam com qualidade e o meio de campo não produz. O ataque, que já é fraco, fica ainda mais estático quando a bola não chega.

O gol de empate só podia sair após uma bola parada. Diego cobrou falta e Legrottaglie, em posição duvidosa, marcou de cabeça. 1 a 1. Com Diego se movimentado mais, a Juve cresceu na segunda etapa. Porém, o goleiro Rubinho não teve trabalho. O domínio juventino tinha prazo de validade.

O Livorno logo tomou o controle da partida e levou algum perigo nos contra-ataques. Para não passar despercebido, Felipe Melo aprontou mais uma das suas. Foi expulso aos 37 minutos após uma falta em Diniz. O time de Serse Cosmi aumentou o ritmo no final, mas não conseguiu o gol que, se acontecesse, não seria um absurdo. A Juve segue mal, muito mal.

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Éder Fantoni

Simples assim

06/02/2010 por Éder Fantoni

Simplício garante vitória do Palermo

O meia Fábio Simplício não vai ficar no Palermo para a próxima temporada. Porém, neste sábado, o brasileiro foi decisivo na vitória do time rosanero por 2 a 1 sobre o Parma.

Ele entrou aos 36 minutos do segundo tempo e garantiu o triunfo para sua equipe com um gol aos 41 minutos. Tudo muito simples. O Palermo chegou aos 37 pontos e está pertinho da zona de classificação para a Liga dos Campeões. Já o Parma continua caindo, caindo…

O jogo

Com as novas contratações, o técnico Guidolin podia escalar o Parma com três atacantes, mas não jogou nem sequer com dois. Biabiany jogou sozinho na frente, com Jimenez no apoio. Já o Palermo tinha um trio muito perigoso: Pastore, Cavani e Miccoli – e bota perigoso nisso.

Esperava-se muito deste jogo, mas o bom futebol só foi visto na segunda etapa. Porque nos primeiros 45 minutos ambos os times pareciam travados. O Parma se fechou na defesa e estava contente com o empate – pelo menos parecia. A forte emoção ficou por conta da contusão de Dzemaili, que pode ficar um longo tempo parado.

Péssima notícia para a torcida gialloblú. No Palermo, nem Miccoli e nem Pastore conseguiram colocar fogo na partida, até porque não tinham espaços para jogar. Um primeiro tempo muito tático e sem graça. Mas o jogo mudou completamente na etapa final.

O time da casa foi aos poucos aumentando a velocidade do meio de campo para frente. E quando a bola chega limpa para Cavani, dificilmente ele erra. Miccoli cobrou falta da esquerda e o uruguaio cabeceou para o fundo das redes. 1 a 0. No entanto, dez minutos depois, o Parma encaixou um rápido contra-ataque e Biabiany empatou o jogo.

O Palermo tomou um gol no Estádio Renzo Barbera depois de 409 minutos de invencibilidade. O tento, porém, despertou a ira nos comandados de Delio Rossi. Foi um verdadeiro bombardeio contra o gol de Mirante. Primeiro com Pastore. Mirante disse não.

Depois com Cassani. De novo Mirante. Kjaer tentou, mas não conseguiu. Foram três chances em dois minutos. A pressão continuou. Porém, apenas um teve a competência de passar por Mirante: Fábio Simplício. O ex-jogador do São Paulo entrou aos 36 minutos e achou o caminho do gol a quatro do fim:

Bela jogada de Miccoli pela direita e chute indefensável do brasileiro. 2 a 1. Vitória do Palermo. Um show de lágrimas. Primeiro por parte de Guidolin, que enfrentou seu ex-clube. Depois para Simplício, o jogador da noite.

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Éder Fantoni

Euforia napolitana

05/02/2010 por Éder Fantoni

Essa torcida do Napoli é realmente fantástica. A ótima fase do time empolgou a cidade. E quando isso acontece, pode ter certeza que a equipe fica ainda mais forte. O fanatismo pelos lados de Nápoles é grande e contagia. Tanto que um grupo musical fez até mesmo uma música nova em homenagem ao time (veja no vídeo acima).

É ótimo ver o Napoli nesta atual fase: o time ocupa a quarta colocação da Série A, com quatro pontos de vantagem sobre Juventus e Palermo, quinto e sexto colocado respectivamente. Se o campeonato terminasse hoje, estaria classificado para a Liga dos Campeões da próxima temporada.

Walter Mazzarri chegou e mudou totalmente o modo de jogo do time. Além disso, injetou uma dose de entusiasmo nos jogadores – absolutamente perdidos na gestao de Donadoni. São 15 jogos de invencibilidade. Méritos do treinador e de alguns atletas em particular. Pra mim, um dos grandes destaques deste campeonato é o lateral-direito Maggio.

Merece uma chance na seleção da Itália. Defende e ataca com extrema qualidade. Lavezzi está machucado, mas Denis e Quagliarella podem se entender bem no ataque (só precisa perder menos gol, né Denis?). O presidente De Laurentiis investiu muito e está colhendo os frutos. Está mostrando que não sabe apenas produzir um filme, sua especialidade.

O futebol lhe fez pensar como um… dirigente de futebol. A próxima partida é contra a Udinese, fora de casa, mas o pensamento já está na Internazionale, adversário do outro final de semana. De Laurentiis não foi bobo e aumentou o preço dos ingressos. Para ver o Napoli enfrentar a trupe de José Mourinho é necessário pagar o dobro daquilo que foi pago na partida contra o Genoa.

O ingresso para assistir o jogo atrás do gol está custando 25 euros. Isso até hoje, porque restam apenas 8 mil entradas, que devem ser liquidadas até esta sexta-feira. Nessa ótima fase do Napoli, os torcedores parecem nem ligar para o preço. A euforia é real. A Champions League também. E vamos cantar… “Ma il ciuccio vola lassù… Ciuccio fai tu… fai tu… fai tu…”

Éder Fantoni

Cadê as provas?

05/02/2010 por Éder Fantoni

Festa antes do dérbi? Ronaldinho desmentiu tudo

Como é fácil colocar a culpa em um só jogador, não é mesmo? Mais fácil ainda é inventar uma história. Ok, nem eu sei se é verdade, mas se não há provas, porque então ficar com fofoquinhas? Sim, estou falando do caso Ronaldinho que, segundo a imprensa italiana, teria dado uma grande festa antes do dérbi contra a Internazionale.

Ainda teve gente me mandando e-mail dizendo que eu não falei sobre o assunto porque eu defendo o Ronaldinho. Ora, por favor, de maneira alguma. Sempre fui um crítico do gaúcho por causa desse negócio de balada. Mas antes tínhamos provas. Agora não temos. Então porque recriminá-lo? Convenhamos que ele não fez uma boa partida, mas o Milan todo não jogou bem. Em um post no seu blog, ele explicou tudo:

“É verdade que estive hospedado num hotel de Milão, mas não é correto que organizei uma festa e muito menos os detalhes que comentam. Me parece injusto que estejam usando imagens muito antigas e o fato de que admiti gostar de música publicamente para explicar um mau resultado e criar história a meu respeito”.

Sou extremamente contra esse negócio de jogador dar festa antes de clássico ou de qualquer joguinho aí, mas não é certo usar imagens do passado para lançar notícias falsas de um atleta. Ronaldinho está num grande momento e espero que continue evoluindo. Espero mais ainda que saia para as baladas quando puder e não diante de uma situação importante.

Éder Fantoni

19 gols!

04/02/2010 por Éder Fantoni

Carlo Zampa é um mito. Como já vimos várias vezes aqui no blog, suas narrações são sempre carregadas de muita emoção, do jeito que os giallorossi gostam. No vídeo acima, acompanhe o gol de Riise contra a Juventus, no último minuto de jogo, que garantiu a vitória para a Roma por 2 a 1, de virada, pela 21ª rodada do Campeonato Italiano.

Eu contei quantos gols ele gritou. Fora exatamente 19. Haja garganta. Fica a dica: sempre que a Roma estiver jogando, clique neste link http://www.centrosuonosport.it/sites/all/themes/devel/player.htm  e acompanhe a narração dele ao vivo. É hilário. O Gilles aprova.

Éder Fantoni