Cinquina rossonera

Ibracadabra

Das defesas difíceis de um goleiro criticado antes do início da temporada a um atacante ex-interista recebido com festa. Pode ser meio injusto destacar alguns jogadores, mas aqui vai a “cinquina rossonero”. Os cinco jogadores determinantes para o Milan na temporada.

1 – Ibrahimovic
Ibra chegou como o atacante que o Milan precisava. E não decepcionou. Ok, vamos descontar aqui as duas expulsões bobas neste fim de campeonato, mas se não fosse o sueco, o Milan talvez não tivesse esse sucesso na temporada. É um diferencial, titular absoluto, sem contestar.

Faz gol e dá assistência. É imprevisível e técnico. Quem não quer Ibra? Só o Barcelona. Nesta temporada, marcou 14 pelo Campeonato Italiano, quatro pela Champions League e dois pela Copa da Itália. Depois de cumprir dois jogos de suspensão, ele voltou contra a Fiorentina e participou de forma decisiva nos dois gols da vitória por 2 a 1. Nesse fim, o grupo formado por Allegri soube levar o barco sem Ibra. No começo, ele foi o grande comandante.

2 – Thiago Silva
Antes do início da temporada, o Real Madrid chegou a falar com Berlusconi para ceder o zagueiro Thiago Silva. O patrão rossonero não deixou. Sábia decisão. Baresi (salve, mito) Maldini, Costacurta, Nesta e… Thiago Silva. É o passado no presente. Preparado para o futuro.

Thiago Silva teve uma temporada espetacular. Ao lado de Nesta, formou uma defesa segura. Já disputou 31 partidas no Campeonato Italiano, atrás apenas de Robinho e Abbiati. Ponto fundamental para o título rossonero. Baresi está orgulhoso.

3 – Abbiati
Aposto que em algum jogo contra a Inter, você deve ter visto em algum site comparação entre os jogadores dos dois times e, no gol, a diferença tenha sido a maior. Julio Cesar x Abbiati. O currículo pode ser diferente, a técnica também, mas não dá para chegar aqui e não falar bem de Abbiati.

Quando a bola passou por Neste e Thiago Silva, lá estava ele. Foram poucas falhas na temporada. Contra o Brescia, na penúltima rodada, fechou o gol. Contra a Roma, garantiu o scudetto.

4 – Pato
Pato brigou contra as contusões durante toda a temporada. E venceu a batalha. Pelo Campeonato Italiano, foram 23 jogos e 14 gols. Ótima marca. Contra a Inter de Milão, fez dois. Um jogo que elevou a moral do Milan e fez o time ganhar uma plena confiança até chegar na antepenúltima rodada.

Sem Ibra, ele assumiu o comando do ataque. Mesmo com o tormento das lesões, manteve a forma e fez a torcida não sentir falta de Ibrahimovic.

5 – Boateng
O “Trem sem Freio” foi uma das gratas surpresas de Allegri. Ganhou seu espaço no meio de campo graças à sua vontade e obediência tática. Foram três gols em 25 partidas. Mas a diferença não são os gols, e sim a maturidade com que Kevin Prince ganhou um lugar cativo na equipe.

Soube como carregar Ibrahimovic, Pato e Robinho no ataque. Chegou forte – às vezes até demais – quando precisou, ajudou na marcação e mostrou que nem sempre é preciso um Sneijder no meio de campo para fazer o time render. Grande, Boa!

Éder Fantoni
@ederfantoni

O Milan não falha

Fiorentina 1 x 2 Milan
Seedorf (M), Pato (M), Vargas (F)

E a capolista vai que vai. Neste domingo, o Milan passou pelo teste Firenze ao derrubar a Fiorentina por 2 a 1, com gols de Seedorf e Pato. Uma boa resposta a Inter e Napoli, que também venceram na rodada. Triunfo merecido, com mais uma exibição decisiva de Pato. Ibrahimovic? Ah, Ibra, Ibra…

Depois de dois jogos suspenso, o sueco ganhou mais um cartão vermelho para a sua coleção ao mandar o bandeirinha ir dar um passeio por Florença – depois do jogo, o atacante negou ter feito isso. O Milan mantém três pontos de vantagem sobre o Napoli, segundo colocado.

Éder Fantoni
@ederfantoni

Tá dominado

Milan 3 x 0 Napoli
Ibrahimovic (M), Boateng (M), Pato (M)

Não foi um primeiro tempo digno de um Milan, porém, no segundo, o time de Allegri soube transformar todo o seu domínio em gols, diante de um Napoli irreconhecível. Ibra abriu o placar em um pênalti controvertido. Depois, como já era de se esperar, a equipe rossonera não teve dificuldades em ampliar a vantagem.

E os dois belos gols vieram justamente depois que Allegri sacou Robinho e passou a atuar com dois atacantes. Volto a dizer: é assim que o Milan tem que jogar. Robinho esteve numa noite apagada. O ataque com três jogadores fica muito vulnerável e, muitas vezes, uma bagunça só. Allegri já mudou isso e deu certo. Mas agora voltou. Não entendo o motivo.

O Napoli? Uma decepção só. Jogou como time pequeno, assim como fez na Europa League, quando foi eliminado pelo Villarreal. Se vai ser sempre assim, então por que deseja se classificar para a UCL da próxima temporada? Para ser eliminado na primeira fase, antes de chegar aos grupos? É um bom time, mas precisa pensar alto, grande. O Napoli é grande. Ah, e no próximo fim de semana tem Juve x Milan. Para quem você vai torcer, interista? 

Éder Fantoni
@ederfantoni

Che Milan

Milan 4 x 0 Parma
Seedorf (M), Cassano (M), Robinho (2) (M)

Que Milan nós vimos no sábado, hein? Agora sim, deu gosto de ver. Nem precisa ver o jogo inteiro. Basta ver os quatro gols, um melhor trabalhado que o outro. Dessa vez, Ibrahimovic nem precisou marcar. Cassano marcou seu primeiro gol com a camisa rossonera. E Robinho fez dois. Se jogar assim na terça-feira, coitadinho do Tottenham.

Éder Fantoni
@ederfantoni

Dupla implacável

Nove minutos do segundo tempo: Van Bommel é expulso e o jogo, que já era difícil para o Milan, se torna ainda mais complicado. Ou não. Graças à dupla implacável formada por Ibrahimovic e Robinho, o Milan venceu mais uma no Campeonato Italiano: 2 a 0 sobre o Catania, fora de casa. Três pontos fundamentais para disparar na ponta na Série A.

Os gols? Primeiro uma bomba de Ibrahimovic e, no rebote, Robinho. Depois, passe perfeito do brasileiro para o sueco: rede. O Milan nem sentiu a inferioridade numérica. Só a dupla Ibra-Binho deu conta do recado. Pobre Simeone que, em dois jogos no comando do Catania, ainda não sabe o que é vencer. 

Éder Fantoni
@ederfantoni

Pellegrino, Ibra e vitória: três pontos

O Milan volta a sorrir no San Siro – onde não vencia desde 4 de agosto, contra o Brescia, pelo Campeonato Italiano. O time rossonero bateu o Cesena neste domingo, por 2 a 0, e comemorou uma vitória importantíssima para colocar fim ao jejum e abrir novamente quatro pontos de vantagem sobre o Napoli, e nove sobre a Inter de Milão.

Partida difícil, porque o Cesena mostrou muita vontade e quase complicou as coisas. O Milan não esperava a contusão de Nesta, que teve de ser substituído ainda no primeiro tempo, e também não contava com uma ajudinha extra de Pellegrino, que fez um gol contra. Depois, no fim do segundo tempo, Ibra (sempre ele) fechou a conta para o time rossonero. Três pontos importantíssimos. 

Éder Fantoni
@ederfantoni

Ibra não basta: Lecce para o Milan

Nem uma mágica de Ibrahimovic foi capaz de dar a vitória ao Milan neste domingo diante do Lecce, no estádio Via del Mare. O sueco marcou um verdadeiro golaço, digno da sua classe, mas o Milan derrapou pelo segundo jogo seguido. Culpa de Oliveira, que garantiu um ponto para o Lecce – na última rodada, o time venceu a Lazio fora de casa.

Com o empate, o Milan perde a chance de disparar na tabela e vê adversários perigosos se aproximarem, como uma equipe com as cores azul e preto, que ultimamente tem passado como um furacão pelos adversários. O técnico Massimiliano Allegri continua tranquilo: “Nenhuma alarme”, disse ele depois da partida. Caro Allegri, esse alarme já disparou desde a derrota para a Roma. 

Éder Fantoni
@ederfantoni

Três derrotas e um empate

Pato voltou e fez uma doppietta

Difícil definir se o resultado de 4 a 4 contra a Udinese foi realmente bom para o Milan. Ao analisar as circunstâncias do jogo, podemos talvez chegar à conclusão de que o empate pode ser comemorado, porque o time rossonero poderia ter deixado o San Siro sem nada no bolso.

Com uma marcação frouxa, um Bonera absolutamente desatento e um Seedorf em clima de festa de fim de ano, o Milan esteve atrás do placar por três vezes: tomou 1 a 0 (Di Natale) e empatou (Pato). No segundo tempo, quando estava melhor, levou mais dois gols: Sanchez e Di Natale novamente.

Derrota na certa, certo? Não. O Milan reagiu e conseguiu chegar ao empate graças aos gols de Benati (contra) e outro de Pato (com assistência de Cassano). O problema é que a defesa do Milan (entenda-se Bonera) estava fora de sintonia hoje e levou o quarto gol, de Denis, aos 43 minutos. Foi um choque.

Mas faltava o gol de Ibrahimovic: e foi justamente o sueco que marcou já nos acréscimos e garantiu o empate. Ruim? De certo modo, sim. Porque empatar em casa contra a Udinese, oitava colocada, não é bom negócio – é péssimo negócio.

O time de Udine esteve muito bem hoje, principalmente no ataque. Pena que falhou muito na defesa – assim como o Milan. Allegri escalou o trio ofensivo com Pato, Ibra e Robinho. Não dá. É muita gente no ataque e pouca ajuda na marcação. É difícil jogar assim.

Ou é Pato, ou é Robinho. Cassano? Entrou bem mais uma vez. Que tal Fantantonio de trequartista na vaga de Seedorf? Acho legal. O holandês foi um desastre hoje. Sorte que Ibra estava lá para salvar o Milan. Pena que Bonera não estava lá para defender.

(Clique aqui e veja todos os gols da 19ª rodada da Série A)

Éder Fantoni
@ederfantoni

Trio de Ferro

A vitória do Milan sobre o Bologna, neste domingo, é um replay do triunfo sobre o Brescia, na semana passada. Primeiro: tudo muito fácil. Segundo: placar de 3 a 0. Terceiro: a marcar os gols novamente o trio de ferro formado por Boateng, Robinho e Ibrahimovic.

Este Milan é sempre mais o dono do Campeonato Italiano. A diferença para o quinto colocado, o Palermo, é de dez pontos. Agora, o time fica à espera do jogo entre Juventus e Lazio para abrir mais distância de algum deles, ou, quem sabe, dos dois, caso a partida termine empatada.

Hoje o Bologna conheceu a verdadeira força da equipe rossonera – verdadeira que eu digo é porque devemos esquecer completamente a derrota sofrida para o Ajax. O time da casa até que começou bem disposto, sonhando com um gol logo no início para colocar medo no adversário.

Mas o fato é que mesmo sem Thiago Silva, machucado, a defesa do Milan se comportou bem, até porque Di Vaio e seus companheiros, sem dinheiro para comprar o peru de natal por causa da crise financeira que vive o clube, não estavam num bom dia – era de se esperar.

Quando os rossoneri encontram uma equipe fechada pela frente, eles fazem – e muito bem – a bola girar de lado a lado, em busca do momento certo para dar o bote. E quando se tem Ibrahimovic, tudo fica mais fácil. O primeiro gol nasce de uma excelente bola de Pirlo e um cruzamento perfeito do sueco para Boateng.

A diferença de Zlatan é que ele sabe jogar tanto dentro como fora da área. O segundo gol é fruto do trio de ferro. Passe de Ibrahimovic para Boateng, que deu um toque de primeira para Robinho sair na cara do gol e marcar o segundo. Che belo, Milan! O Bologna bem que tentou fazer algo de útil no segundo tempo, mais com o orgulho do que com a técnica.

Mas o Milan tem como destaque este segundo fundamento, sobretudo com Ibrahimovic. O sueco fechou o placar em 3 a 0 após lançamento de Pirlo, uma matada no peito e um chute colocado no canto do goleiro Viviano. E ainda sobrou tempo para Abbiati defender um pênalti cobrado por Di Vaio. O Milan voa alto na Série A. Quem será capaz de pará-lo? 

Éder Fantoni
@ederfantoni